sexta-feira, 3 de julho de 2026

A Sony Interactive Entertainment confirmou que vai encerrar a produção de discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028




É uma notícia muito alarmante para a indústria e talvez tenha sido cantada após o anúncio da edição física de GTA 6 sem disco. Mas, por que isso é tão alarmante?

Apenas do ponto de vista comercial, de fato, faz sentido abandonar os discos, mas, para você e eu, consumidores e amantes de videogames, isso é uma grande preocupação.

Em 2024, após o anúncio de que os servidores de The Crew seriam fechados e o jogo se tornaria injogável, o youtuber Ross Scott criou o movimento Stop Killing Games, para que você possa jogar os jogos que você comprou mesmo depois de os servidores serem fechados. O que começou como uma petição se tornou pauta na Comissão Europeia para que uma legislação que protegesse os jogadores de jogarem seus jogos fosse criada. As batalhas judiciais e legislativas ainda estão rolando, mas, hoje, o Stop Killing Games é um dos principais movimentos de preservação de jogos na indústria.

O fim da mídia física, a ausência de discos nos jogos que você compra, jogos sendo mortos porque os servidores foram fechados e mais são preocupações urgentes para quem consome games na atualidade. Daqui a alguns anos, possivelmente, seu jogo favorito de hoje, aquele em que você colocou tanto tempo e dinheiro, pode não ser mais seu e você sequer poderá jogá-lo, apenas porque uma empresa decidiu que ele será fechado.

A importância da preservação de jogos

O seu jogo não é mais seu e a morte deles apresenta até mesmo um risco cultural para os videogames. Muito provavelmente você tem um jogo favorito da infância e, hoje, a principal forma de revisitá-lo é a emulação.

No entanto, os jogos atuais possuem muitas barreiras que dificultam a emulação, logo, o acesso a eles é mais limitado e, sendo assim, menos pessoas vão conhecê-los e preservá-los, tornando muita coisa apenas lost media.

A grande preocupação em torno do fim das mídias físicas não está apenas em você ser dono daquilo que você comprou. Assim, como os filmes, livros, música etc., os videogames se tornaram ferramentas culturais e podem guardar em si fragmentos da história humana que, com o acesso limitado e com jogos sendo mortos, podem se perder apenas porque uma empresa quer.

A preservação de jogos, muito bem tratada pelos entusiastas retrô, não é apenas sobre guardar memórias, mas sim sobre preservar a cultura. Com isso se perdendo, parte de nós também se perde.

Uma das principais frentes de preservação de jogos é o programa Good Old Game da GOG, que possui uma extensa lista de espera de jogos de diversas décadas para serem portados para PC e se tornarem acessíveis nos dias atuais.

Além disso, também temos a emulação, que enfrenta alguns tabus, mas é totalmente legal e as próprias empresas usam dela. A Sony possui um catálogo de jogos de PS1, PS2 e PSP disponível para assinantes do PS Plus Deluxe; a Nintendo possui catálogos de diversos consoles para os assinantes do Nintendo Switch Online, enquanto o Xbox coloca jogos de Xbox 360 e Xbox no Game Pass. Todos esses exemplos se baseiam em emulação.

Enfim, a existência das mídias físicas desses jogos, muitas vezes, é o que possibilita que os arquivos desses jogos sejam usados para emulação, e, sem um disco, esse game pode se perder para sempre.

O que será do PS6?

Créditos: PlayStation/reprodução

Por fim, essa decisão da Sony já pode ter determinado o futuro do PlayStation. Com o conhecimento de que essa mudança só acontecerá em 2028, ela deve coincidir com a chegada do PS6 no mercado, que deve ser um console 100% digital.

Com 85% das vendas de jogos PlayStation sendo digitais, a Sony recua totalmente nas mídias físicas e deve apenas ter aberto as portas para outras publicadoras e desenvolvedoras fazerem o mesmo. Tanto o PS6 quanto o Project Helix, do Xbox, não devem ter leitores de disco, o que significa que a nona geração de consoles (PS5 e Xbox Series X) foi a última em que tivemos o prazer de comprar um jogo na caixa e colocar o disco no console. A Nintendo ainda deve seguir com os seus cartuchos, mas, agora, a pergunta é: até quando?

Se você, assim como eu, também é fã de mídias físicas e gosta de ter os seus jogos dessa forma — que, mesmo com os discos, não são 100% seus hoje em dia —, essa data é um dia para se lamentar, porque o dia 1 de julho de 2026 é quando a morte dos jogos em mídia física começou.


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4 comentários:

  1. Colecionador Indignado

    "É isso, pessoal. Meu PS5 vai ser meu último console. Sou colecionador há mais de 15 anos, tenho estante cheia de jogos físicos, e agora a Sony simplesmente decide que a gente não importa mais. 'Tendência do consumidor' é conversa fiada — 80% pode comprar digital, mas os 20% que compram físico ainda são milhões de pessoas. Fora que jogo físico eu empresto pro meu irmão, revendo quando zero, troco com amigos. Digital é pagar R$ 350 e ficar preso pra sempre. Isso sem falar no GTA VI que já confirmou que nem disco vai ter — a caixa vai vir com um papelzinho com código. Que piada."

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  2. Fiquei sabendo dessa palhaçada da SONY e vai piorar viu

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  3. Meu PS5 vai ser meu último console se é pra comprar digital e nunca ser dono de nada, vou pra Steam de uma vez. 86% dos fãs pedindo pra voltar atrás e a Sony responde com silêncio, enquanto fecha a loja do PS3 e Vita no mesmo comunicado. Adeus GameStop, adeus mercado de usados, adeus emprestar jogo pro amigo: agora é pagar o preço que a Sony quiser, sem concorrência. Meus filhos nunca vão saber o que é abrir a caixa de um jogo novo e o pior é que a indústria já deixou claro: você não compra, só aluga AMO TER OS DVD'S CD'S

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  4. Segundo relatos publicados no X, alguns jogadores afirmam ter cancelado suas assinaturas da PlayStation Plus em protesto contra a mudança. Muitos dizem que pretendem migrar para o PC e usar Steam e GOG, argumentando que, nessas plataformas, é possível baixar, fazer backup dos jogos e jogar online sem a necessidade de uma assinatura paga.

    A decisão também gerou críticas de colecionadores e defensores da preservação dos games. Eles alertam que jogos exclusivamente digitais ficam mais vulneráveis ao fechamento de lojas e até à remoção de títulos das bibliotecas, citando o caso de *Concord*, retirado de circulação pela Sony poucas semanas após seu lançamento em 2024.
    Enquanto os cartões-chave do Switch 2 ainda permitem emprestar, trocar e revender jogos físicos, até o momento a Sony não indicou que pretende adotar uma solução semelhante para o PS6.

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